OS SIGNOS ILUSÓRIOS DO AMOR E OS SIGNOS CRIADORES DA ARTE
diferença e subjetividade na leitura deleuziana de Proust à luz de Bergson
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.145Palavras-chave:
Deleuze; filosofia; Proust; ontologia; signos.Resumo
Este trabalho analisa a tipologia dos signos conforme Gilles Deleuze (1925-1995) apresenta em “Proust e os Signos” (1964), com foco na “potência do falso” associada aos signos amorosos. Deleuze utiliza a obra de Marcel Proust, “Em Busca do Tempo Perdido” (1914), como base para categorizar os signos em quatro tipos: Signos Mundanos, Amorosos, Sensíveis e da Arte. A análise divide-se em dois momentos: primeiro, explora o sistema geral de classificação dos signos; segundo, examina a transição dos Signos do Amor para os Signos da Arte. Deleuze vê o mundo como um processo de interpretação e reconfiguração desses signos, destacando a superioridade dos signos artísticos, que conduzem à descoberta da “diferença absoluta” e à libertação criativa através da arte. A presente hipótese interpretativa advoga que a transição dos ilusórios signos amorosos para os signos artísticos é marcada pelo desencantamento e pela “potência do falso” presente nos primeiros, transcendendo as noções de bem e mal, com base no uso que Deleuze faz da filosofia de Bergson.
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