OS SIGNOS ILUSÓRIOS DO AMOR E OS SIGNOS CRIADORES DA ARTE

diferença e subjetividade na leitura deleuziana de Proust à luz de Bergson

Autores

  • Flavio Freitas Universidade Federal do Maranhão, Brasil
  • Brenda Menezes Universidade Federal do Maranhão, Brasil
  • Daniel Viana de Carvalho Universidade Federal do Maranhão, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.145

Palavras-chave:

Deleuze; filosofia; Proust; ontologia; signos.

Resumo

Este trabalho analisa a tipologia dos signos conforme Gilles Deleuze (1925-1995) apresenta em “Proust e os Signos” (1964), com foco na “potência do falso” associada aos signos amorosos. Deleuze utiliza a obra de Marcel Proust, “Em Busca do Tempo Perdido” (1914), como base para categorizar os signos em quatro tipos: Signos Mundanos, Amorosos, Sensíveis e da Arte. A análise divide-se em dois momentos: primeiro, explora o sistema geral de classificação dos signos; segundo, examina a transição dos Signos do Amor para os Signos da Arte. Deleuze vê o mundo como um processo de interpretação e reconfiguração desses signos, destacando a superioridade dos signos artísticos, que conduzem à descoberta da “diferença absoluta” e à libertação criativa através da arte. A presente hipótese interpretativa advoga que a transição dos ilusórios signos amorosos para os signos artísticos é marcada pelo desencantamento e pela “potência do falso” presente nos primeiros, transcendendo as noções de bem e mal, com base no uso que Deleuze faz da filosofia de Bergson.

Publicado

2026-07-03