O PROBLEMA DO FASCISMO NO PENSAMENTO DE DANIEL GUÉRIN, DELEUZE E GUATTARI COMO DESTRUIÇÃO DA POLÍTICA DEMOCRÁTICA NO CAPITALISMO
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.151Resumo
Este trabalho começou a ser construído a partir das aulas na disciplina de Filosofia Política[1], na UNB, 2024.1, cujas leituras sobre fascismo acenderam chamas para tentar entender melhor tal conceito e seus desdobramentos no campo político. Optou-se por trabalhar Daniel Guérin, Deleuze e Guattari, analisando as condições históricas e uma economia libidinal do desejo que busca compreender as crises do capitalismo como uma possível fonte que alimenta e garante a manutenção do movimento fascista, problematizando os valores axiomáticos que ele produz para atender aos interesses do mercado, instigando frente a isso a naturalização da violência como regra no campo social. É importante buscar entender a origem do movimento fascista e relacioná-lo com algumas práticas políticas conservadoras capitalistas exercidas no âmbito político. A intenção é mostrar de que modo tal movimento constitui uma ameaça direta à política democracia, colocando em risco a organização das instituições e a vida de muitas pessoas. Compreender esse fenômeno fascista implica compreender uma racionalidade que o move e o sustenta desde sua origem, ao mesmo tempo, como essa racionalidade foi se reinventando para atender as novas questões do mundo, mantendo o controle e repressões sociais. Por fim, a investigação toma como referências as seguintes obras: Fascismo e o grande capital, de Daniel Guérin e O Anti-Édipo e Mil Platôs, de Deleuze e Guattari.
[1] Ministrada pelos professores: Alexandre Bernadino Costa, Herivelto P. Souza e Roberto Freitas Filho.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Edinho Benésio Santos, Pedro Gontijo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.