O PROGRESSO DESFIGURADO: BENJAMIN LEITOR DE KAFKA
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i2.154Palavras-chave:
Parábola, Imagens, Deformação, LiteraturaResumo
Frente aos primeiros esforços hermenêuticos no século XX em desvelar o núcleo literário da obra de Kafka, predominantemente preenchidos pelas exegeses psicanalítica e teológica, Walter Benjamin adentra nessa discussão com uma estratégia hermenêutica própria, na contramão das interpretações comuns em seu tempo. Consideramos que a vantagem da leitura feita por Benjamin exista em sua contraposição tanto à hermenêutica psicanalítica, quanto teológica, lançando mão de ambas as reduções da literatura kafkiana, penetrando-as em uma via própria: em seu caráter imagético. Em nosso artigo, com o apoio de alguns textos e correspondências do filósofo alemão, ao passo de importantes comentadores de sua obra, nos debruçamos a analisar e expor a chave interpretativa benjaminiana da obra kafkiana, demonstrando como, em sua estratégia hermenêutica, Benjamin empreende uma leitura transformativa de Kafka, onde o escritor e o crítico literário encontram, em suas particularidades, um ponto de convergência: o problema da experiência na sociedade moderna.
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