ENTRE MODELO E SIMULACRO: A ONTOLOGIA DA DIFERENÇA E O PROBLEMA DO TRANSUMANO
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.159Palavras-chave:
Gilles Deleuze, Platão, Simulacro, Filosofia da Diferença, Transumanismo, Ontologia da DiferençaResumo
Este artigo examina o problema ontológico do transumanismo a partir da filosofia da diferença de Gilles Deleuze e de sua releitura da ontologia das imagens em Platão. Defende-se que o discurso contemporâneo sobre o transumano depende de um regime representacional que estabilizou historicamente a imagem do humano mediante a distinção entre modelo e cópia. A partir do conceito deleuziano de simulacro e da reversão do platonismo, argumenta-se que a representação constitui um efeito derivado de processos diferenciais mais fundamentais. O transumanismo emerge, assim, não como superação teleológica da humanidade, mas como manifestação da produtividade ontológica da diferença que sempre atravessou o humano. Ao situar essa problemática na intersecção entre metafísica antiga, ontologia continental e debates contemporâneos sobre técnica e subjetividade, o artigo propõe repensar o anthropos como evento no plano de imanência da diferença.
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