DELEUZE & LÉVINAS: CONEXÕES ENTRE VIDA, PLANO DE IMANÊNCIA E ÉTICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.168

Palavras-chave:

Filosofia., Subjetividade., Alteridade., Conceito.

Resumo

O artigo investiga as relações entre vida, plano de imanência e ética a partir do diálogo entre Gilles Deleuze (1925-1995) e Emmanuel Lévinas (1906-1995), buscando aproximar, sem reduzir, uma ontologia da imanência e uma ética da alteridade. Nesse sentido, a proposta de investigação analisa como cada autor reconceitualiza a vida e o pensamento, destacando tensões e convergências que permitem repensar a filosofia para além da tradição representacional. Em Deleuze, a vida é potência impessoal em constante variação, e o pensamento cria o real no plano de imanência, rompendo com a centralidade do sujeito. Já em Lévinas, a ética se torna filosofia primeira, ou seja, a vida é exposição ao Outro, marcada pela responsabilidade infinita diante do rosto que resiste à assimilação. Apesar das diferenças, ambos criticam a tradição baseada na identidade e na totalização, Deleuze afirma a multiplicidade, enquanto Lévinas enfatiza a alteridade. Portanto, dessa tensão, emerge uma filosofia como prática que envolve criação e responsabilidade.

Biografia do Autor

Adriano André Maslowski, Universidade Federal de Pelotas, Brasil

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Docente da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). 

Deniz Alcione Nicolay, Universidade Federal da Fronteira Sul, Brasil

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Cerro Largo - RS.

Fábio César Junges, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Brasil

Doutor e mestre em Teologia. Graduado em Filosofia e Teologia.

Publicado

2026-07-03