ENTRE O VISÍVEL E O INVISÍVEL: UMA LEITURA DE WILLIAM BLAKE E O GRANDE DRAGÃO VERMELHO À LUZ DA LÓGICA DA SENSAÇÃO DE GILLES DELEUZE
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.172Palavras-chave:
Deleuze, Blake, Corpo sem Órgãos (CsO), Figura, Lógica da sensaçãoResumo
Este artigo propõe uma leitura deleuzeana da pintura The Great Red Dragon and the Woman Clothed with the Sun (1805–1810), de William Blake, articulando-a com a poética pictórica de Francis Bacon. A partir de conceitos como Corpo sem Órgãos (CsO), Figura e sensação, investiga-se como Blake transfigura o corpo em um campo de forças intensivas, onde o fogo visionário opera como dispositivo de expressão não representacional, em diálogo com a noção deleuzeana de carne em Bacon. Como pano de fundo cultural e simbólico, considera-se também a recepção contemporânea da figura do Dragão Vermelho, especialmente através do romance Dragão Vermelho (1981), de Thomas Harris, que reinscreve o imaginário blakeano no contexto do terror psicológico moderno. Ao colocar em diálogo pintura, filosofia e literatura, o artigo traça uma cartografia das forças visíveis e invisíveis que atravessam o corpo – seja como abismo material, seja como revelação visionária.
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