ESCREVER, OUVIR, VER E DELIRAR: POTÊNCIA, LINGUAGEM E LITERATURA EM GILLES DELEUZE
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.175Palavras-chave:
Gilles Deleuze, Literatura, Linguagem, Crítica literáriaResumo
O presente artigo debate a questão do delírio, da potência e da linguagem no projeto Crítica e clínica de Gilles Deleuze a fim de compreender como este filósofo entende a função da escrita literária e propõe uma desterritorialização, por sua vez, da crítica literária. Para tanto discutimos como Deleuze atualiza a proposta de uma ciência verdadeiramente ativa de Nietzsche, entendendo a literatura como uma saúde, aprofundamos a compreensão da potência criadora da literatura a partir do Espinosa de Deleuze e analisamos o delírio e a função fabuladora da literatura como mecanismos estilísticos de um devir-escritor. Concluímos que para Deleuze a literatura deve ser entendida como uma máquina revolucionária criadora de vida que demole formas hegemônicas e, por meio da escritura singular e de uma sintaxe do grito, dá passagem à existência de um povo por vir.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Thais Fonseca Nunes, Leonice da Conceição Pinheiro Silva, Isnara Maria Frazão Pestana, Flávio Luiz de Castro Freitas, Luis Armando Moreira Cruz

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.