FILOSOFIA E COLONIZAÇÃO: DA ARVORÉ DO CONHECIMENTO CARTESIANO AO RIZOMA DELEUZE-GUATTARIANO
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.178Resumo
O presente artigo tem como objetivo discutir como o saber filosófico foi usado no processo de colonização empreendido pela Europa na Modernidade. Analisaremos a Modernidade como proposta por Dussel (1993) e a filosofia da identidade que fundamentou esse sistema hierárquico e arbóreo criticados por Deleuze em conjunto com Guattari ao propor linhas de fuga para devires outros. A pesquisa de cunho bibliográfico, ancora-se na fundamentação teórica de autores e discute conceitos relacionados a colonização (Dussel, 1993; Cesaire, 2020, Fannon, 2008) em articulação com a proposta rizomática das discussões de filosofia e linguagem presentes na obra de Deleuze. Como resultado, apontamos fissuras nesse modelo representacional de identidade europeia para a superação desse modelo de árvore e identidades fixas, abrindo a discussão para uma filosofia da multiplicidade na promoção dos devires. Propondo que ultrapassar o modelo de pensamento arborescente é fundamental para descolonizar o pensamento e permitir o florescimento da grama do rizoma para celebrar as conexões e as multiplicidades dos seres.
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