O VIRTUAL E O EMBATE ENTRE POSSÍVEIS: UMA QUESTÃO DE REFORMA DAS CATEGORIAS MODAIS

Autores

  • Lucas Lazzaretti Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.184

Palavras-chave:

Deleuze, Kierkegaard, Virtual, Possível, Realidade

Resumo

O conceito de virtual forjado por Deleuze serve aos propósitos de sua filosofia com relação à apresentação da univocidade do Ser nos termos de Diferença e Repetição e como uma maneira de tornar pensável uma noção de devir que contenha multiplicidade. Usualmente o virtual é aceito dentro de uma dupla conotação, aquela que o vincula com o atual e aquela que o opõe ao conceito de possível, este associado com a ontologia tradicional baseada na identidade. Segundo Deleuze, o virtual possui uma realidade e o possível seria uma negação de uma realidade. Muito embora a influência para o conceito de virtual usualmente aponte para Bergson, é conhecidas as muitas indicações feitas por Deleuze com relação à necessidade de ir além do virtual bergsoniano, sobretudo no que diz respeito à dimensão de realidade do virtual. O presente artigo visa demonstrar que esta tentativa de superação se dá em função de um impasse com relação a diferentes visadas sobre conceitos de realidade, o que conduziria a um entrave ontológico. Segundo argumenta-se, Deleuze parece estar atento às modificações promovidas por Kierkegaard das categorias modais hegelianas, em especial no caso da possibilidade. Sob essa chave, o virtual pode ser pensado não como uma ruptura no debate das categorias modais, mas como um momento em sua discussão e alteração.

Publicado

2026-07-03