MÁQUINAS DESEJANTES EM REDE: INTERLOCUÇÕES ENTRE LUCIA SANTAELLA E DELEUZE & GUATTARI
DOI:
https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i1.187Palavras-chave:
Humanos Hiper-híbridos, Máquinas desejantes, ciberculturaResumo
Este artigo propõe uma interlocução conceitual entre a noção de humano hiper-híbrido, desenvolvida por Lúcia Santaella em Humanos Hiper-híbridos (2021), e o aparato filosófico das máquinas desejantes, dos agenciamentos e das capturas, elaborado por Gilles Deleuze e Félix Guattari em O Anti-Édipo (2020) e Mil Platôs (2011). Argumenta-se que o humano descrito por Santaella, constituído por camadas sobrepostas de mediação tecnológica, pode ser lido como um agenciamento maquínico-desejante operando em rede; contudo, esse mesmo humano está submetido a processos contínuos de captura algorítmica. O artigo identifica zonas de convergência e de tensão produtiva entre os dois campos, propondo que há uma definição de um humano-máquina, onde a cibercultura não dissolve o desejo, mas a captura, pluraliza sua mercantilização e o torna infraestrutura de manutenção da retenção de atenção.
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