O ENSINO DE FILOSOFIA NO REGIME MILITAR PÓS-1964

Autores

  • Pedro Celestino Silva Universidade Federal do Acre, Brasil
  • Eduardo Silveira Netto Nunes Universidade Federal do Acre, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.46550/cadernosmilovic.v4i2.194

Palavras-chave:

ensino da filosofia, golpe militar 1964, política educacional

Resumo

O presente artigo analisa a trajetória da Filosofia como disciplina no ensino médio brasileiro durante a ditadura civil-militar instaurada em 1964, com ênfase na política educacional do período. Inicialmente, apresenta-se uma contextualização histórica do golpe e de suas implicações político-institucionais. Em seguida, examinam-se as diretrizes da política educacional do regime, especialmente as reformas promovidas pela Lei nº 5.692/1971. O estudo discute a exclusão da Filosofia do núcleo comum curricular e analisa as principais interpretações presentes na literatura, que atribuem essa medida a fatores técnico-burocráticos ou ao potencial crítico da disciplina. Também se problematiza a natureza do ensino filosófico efetivamente praticado à época. Por fim, abordam-se as iniciativas voltadas à reinserção da Filosofia no ensino secundário. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter histórico-analítico, baseada em análise documental e revisão bibliográfica.

Publicado

2026-07-04

Edição

Seção

ARTIGOS